

Depois da guerra atômica, o mundo foi dividido em três estados e Londres é a capital da Oceania, dominada por um partido que tem total controle sobre todos os cidadãos. Winston Smith é um humilde funcionário do partido e comete o atrevimento de se apaixonar por Julia, numa sociedade totalitária onde as emoções são consideradas ilegais. Eles tentam escapar dos olhos e dos ouvidos do "Big Brother", sabendo das dificuldades que teriam que enfrentar. Aqui, tudo funciona: 1984, o filme, nada deixa a dever a 1984, o clássico de George Orwell. E esta é uma das grandes virtudes tanto do roteiro como da direção de Michael Radford. Diante da grandiosidade do livro, seria extremamente fácil que o filme soasse vazio, medíocre. Mas, ao contrário, a adaptação de Radford é provocante. Winston Smith é um funcionário do governo totalitarista liderado pelo "Grande Irmão", uma "entidade" que, através de telões, controla a privacidade de todos os cidadãos do país. Certo dia, ele recebe um bilhete de uma bela garota, Julia, a quem conhecia de vista: "Eu Te Amo", lê, espantado. A partir daí, Winston passa a sair com a garota, desafiando as leis do país, que aboliram o orgasmo e incentivam a inseminação artificial. Winston e Julia desafiam, com seu amor, o próprio Sistema, que prega o ódio como maneira de subjugar seus oponentes. Prazeres simples (porém ilegais), tais como provar geléia com pão e beber café "de verdade", passam a fazer parte da rotina do casal, que redescobre o valor da fidelidade e do calor humano.
| Papel | Álamo |
|---|---|
| Bob Flag (Grande Irmão) | Luiz Carlos de Moraes |
| Cyril Cusack (Charrington) | Eleu Salvador |
| Gregor Fisher (Parsons) | Luiz Laffey |
| James Walker (Syme) | Fábio Moura |
| John Hurt (Winston Smith) | Carlos Silveira |
| Locutor | Ronaldo Artnic |
| Merelina Kendall (Sra. Parsons) | Cecília Lemes |
| Richard Burton (O'Brien) | Emerson Camargo |
| Suzanna Hamilton (Julia) | Letícia Quinto |
| Vozes adicionais | Gileno Santoro |