Olney Cazarré (Rio de Janeiro, 14 de maio de 1945 — Rio de Janeiro, 19 de janeiro de 1991) foi um ator, diretor, radialista, radioator, comediante e um dos principais dubladores brasileiro.[1]
Biografia
Na dublagem começou em meados dos anos de 1961 na AIC, levado por seu irmão Older Cazarré.
Uma curiosidade sobre Olney, é que ele ingressou na AIC como projecionista, colocado pelo irmão Older, e com a promessa de que iria trabalhar e continuar os estudos. Older teve que ir ao o Rio, e deixou o irmão trabalhando na empresa. Quando voltou, o irmão havia largado os estudos, e por conta disso pede a demissão do mesmo da empresa, mas não consegue, pois Olney já havia se tornado dublador, e havia sido escalado para dublar um personagem fixo na empresa, que era o Pica-Pau. E assim Olney segue carreira na dublagem.
Na AIC, fez os personagens mais marcantes de sua carreira. Em desenhos, foi a voz de Pica-Pau nos episódios dublados no final dos anos de 1960, foi o indiano Hadji na versão dos anos de 1960 de Jonny Quest, o veloz Coelho Ricochete em Coelho Ricochete e Blau-Blau, Fofoquinha em Matraca-Trica e Fofoquinha, fez o carro Speed Buggy, foi Jace o ajudante de Space Ghost, entre outros.
Em séries na AIC, fez a terceira voz de James Stephens interpretado por Dick York e a segunda voz de James Stephens interpretado por Dick Sargent em A Feiticeira, Micky interpretado por Micky Dolenz em Os Monkees, Alferes Pavel Checkov interpretado por Walter Koenig na primeira dublagem de Jornada nas Estrelas, a segunda voz de Joshua Bolt interpretado por David Soul em E As Noivas Chegaram, entre outros. Nos anos de 1977 foi para o Rio de Janeiro, aonde foi dublar na Herbert Richers, na ocasião trabalhava na BKS.
No Rio, também fez alguns trabalhos marcantes, como nos filmes, dando voz a George Martín interpretado por Andrew Rubin em Loucademia de Polícia, o Diretor Jesse interpretado por Steve Inwood em Os Embalos de Sábado Continuam, entre outros. Em série foi Ray Krebbs interpretado por Steve Kanaly em Dallas, entre outros.
Olney também era diretor de dublagem, tendo dirigido o desenho Pica-Pau na AIC, e o desenho Tom e Jerry na BKS, entre outros.
Nos anos de 1980 intercalava a dublagem no Rio com a de São Paulo, tendo feito na época em São Paulo novamente o Pica Pau, na última remessa de episódios que vieram do pássaro no Brasil, retomando o seu personagem que havia feito nos anos de 1960, depois de não poder tê-lo continuado dublando nos anos de 1970 por estar ausente no Rio em uma temporada no Teatro, entre outros trabalhos em São Paulo, estando presente na Herbert Richers, e na BKS. Olney era cardíaco, e alem disso sofria de tromboangeíte obliterante, ambos por decorrência do diabete mal cuidado, e os vícios em álcool e cigarro, o que resultou na amputação das duas pernas no final dos anos de 1980.
Em 19 de Janeiro de 1991, Olney perdeu a luta contra a doença, e veio a falecer, deixando um legado de interpretações, tanto na dublagem quanto em sua carreira de ator. Sem duvida nenhuma Olney até hoje faz falta para a nossa dramaturgia e dublagem brasileira.
Carreira
Com apenas três anos de idade participou do filme Mãe com seu irmão mais velho, Older Cazarré. Detentor de uma voz considerada irônica e versátil, trabalhou como dublador entre as décadas de 60 e 80 em estúdios de São Paulo. Na dublagem, seus trabalhos mais notáveis foram o Pica-Pau no clássico The Woody Woodpecker Show e o Coelho Ricochete em Coelho Ricochete e Blau-Blau. Na metade dos anos 1980, atuou na Herbert Richers.
Morreu em consequência de graves problemas cardíacos devido a uma tromboangiíte obliterante, doença que impede a circulação do sangue, na época em que interpretava o corintiano fanático "João Bacurinho" na Escolinha do Professor Raimundo. Por causa da doença, Olney perdeu os movimentos de suas pernas e, posteriormente, precisou removê-las.