Joaquim "Luís" Motta (Rio de Janeiro, 1935 - Rio de Janeiro, 1998) foi um dublador brasileiro, nasceu em 1933 no Rio de Janeiro. Começou a carreira como locutor. Adotou o nome artístico de Luís Motta desde cedo, mas também era creditado nas produções e matérias como Joaquim Motta, seu nome verdadeiro. Veio a falecer em 1998 no Rio de Janeiro.
Biografia
Nascido no Rio de Janeiro, em 1935, ingressou na dublagem em 1958, iniciando na Herbert Richers. Nos anos de 1960, além da Herbert Richers, também esteve na Rio Som, Cinecastro, e TV Cinesom.
Nos anos de 1970, passou pela Herbert Richers, Dublasom Guanabara, Televox, Tecnisom, Peri Filmes, e Telecine.
Em 1977, Luís Motta, que na época estava em alta dublando o personagem Telly Savalas em Kojak, pede aumento na dublagem do personagem, e é trocado pela Rede Globo. Imediatamente os fãs mandam uma enxurrada de cartas para a Rede Globo, pedindo a volta de Luís ao personagem.
Na mesma época, começa a grande greve de dubladores, e Luís adere a ela. Com isso Luís se torna a voz da greve, e é entrevistado por diversas vezes para falar sobre substituição, e sobre o manifesto de sua categoria. André Luiz Chapéu o substitui, mas pouco tempo depois ele retorna à seu personagem.
Após a greve, Luís não volta a dublar nos estúdios clássicos, ficando apenas na VTI, que foi criada após a greve, na Telecine, e na Peri Filmes. Diferente do que muitos falam, Luís não deixou de dublar na Herbert Richers. Em algumas ocasiões, esteve em produções da empresa, mas em raríssimas vezes.
Nos anos de 1980, além da Peri Filmes, Telecine, e VTI, também ingressa na Croma. E por fim, nos anos de 1990, atua nos estúdios Delart, Sincrovideo, Double Sound, Wan Macher, e Cinevideo.
Como diretor de dublagem, iniciou na empresa Rio Som, nos anos 1960. Nos anos 1970, dirigiu dublagens na Dublasom Guanabara, e nos anos 1980, esteve como diretor de dublagem na Peri Filmes. Nos anos 1990 já não dirigia mais dublagens.
Foi líder religioso de uma comunidade de Candomblé de origem Ketu, de nome Ilê Fí Orô Sakapata, filiado ao Axé Opô Afonjá do RJ. Era conhecido nesta sociedade religiosa pelo seu cargo e nome civil, respectivamente, Babalorixá Joaquim Motta.
Luís veio a falecer em 17/09/1998, devido a problemas no fígado e complicações da diabetes, no Rio de Janeiro.